Novidades – Marc Jacobs… Finalmente!

19 Jun

Segurem as carteiras! Eu disse segurar? Era mais agarrar com unhas e dentes, colocar o cartão de crédito no congelador, pedir à amiga para esconder o salário do mês. Finalmente esta semana tivemos novidades dignas desse nome da novíssima, primeiríssima colecção de maquiagem Marc Jacobs a ser lançada em exclusivo na Sephora (e algo me diz que Portugal vai ficar de fora da brincadeira… outra vez…!).

Maquiagem Maquilhagem Marc Jacobs

Finalmente!

122 itens, manifestamente um lançamento colossal para uma primeira colecção… Mas aqui entre nós, quem pode, pode! Marc Jacobs já tem nome e tudo lhe é permitido. A colecção está feita para ser unisexo, de certa forma: uma das partes tem o nome de “Boy Tested, Girl Approved” (algo estilo Testado por Meninos, Aprovado por Meninas) e consiste em corrector, bálsamo labial e um produto para controlar as sobrancelhas- ou seja, pode ser usado por homens e mulheres. Chegará em Agosto à Sephora nos Estados Unidos e algumas lojas Marc Jacobs também no mesmo país, vindo depois para as grandes capitais da Europa no começo de 2014 e daqui a um ano podemos esperar a colecção no resto da Europa.

Maquiagem Marc Jacobs!!!

Maquiagem Marc Jacobs!!!

Uma das grandes novidades vai ser uma base em gel (ai, quero!), que além de anti-idade pode ir de uma cobertura natural a uma cobertura total. Olhando para o escaparate, o que me salta à vista são as cores vibrantes, intensas, a pender qualquer coisa para o fluorescente – eyeliners, sombras e batons prometem! Aliás, presto a minha reverência ao designer que disse “não gosto do look natural, é um bocado preguiçoso.” Concorde-se ou não, é preciso reparar que hoje em dia é raros as pessoas assumirem que pensam assim na era do “menos é mais” e do “natural é melhor”.

Batons Marc Jacobs e a minha obsessão por batom

Batons Marc Jacobs e a minha obsessão por batom

E então? Vamos começar um mealheiro de porquinho? Estão entusiasmados por começar a ver os produtos mais de perto, ainda que seja por resenhas?

Cuidados De Pele – Idades Certas

18 Jun

Quantas e quantas vezes ouvimos (maior parte das vezes em publicidade de cosméticos) que aos 25 anos devemos começar a usar produtos para prevenir o envelhecimento? Mas será que é verdade? Será que no dia em que fazemos 25 anos a pele muda magicamente?

cuidados de pele prevenção rugas idade começar

Não, é claro que não muda como que por magia. Os 25 anos são apenas e só uma indicação, a média de idades em que as pessoas notam qualquer coisa a mudar na pele – isso e o golpe de marketing que é aproveitar aquele momento da vida em que o primeiro impacto da “vida real” atinge a maioria das pessoas que aos 25 anos pensa em sair de casa dos pais, talvez encontrar alguém especial e planear constituir família, lidar com o incerto início de carreira, ver os amigos já casados e com o último modelo de automóvel… Enfim, aquela idade frágil da crise do “quarto de vida”.

Eu sou da opinião de que, mais do que proteger do envelhecimento, devemos proteger das agressões e a verdade é que uma pele saudável e não agredida parece sempre muito mais jovem. Durante a puberdade e adolescência a pele passa por muito stress e modificações e devemos começar a prevenir mais activamente o envelhecimento assim que a pele estabiliza – aos 16, aos 18, aos 20, aos 25… Mais tarde do que isso, já é raro. É importante proteger a pele e tentar evitar as agressões repetidas porque uma pele agredida traduz-se na presença de mais radicais livres (sobre isso, falei aqui) e adequar o regime ao nosso tipo de pele: usar produtos para pele seca quando a pele é oleosa e vice-versa é o caminho certo para uma pele sob stress e que não é capaz de ficar regulada.

Prevenir o envelhecimento não é necessariamente usar cremes anti-rugas. É manter a hidratação, é não fumar, é dormir o suficiente e comer bem – claro que a genética desempenha um papel de extrema importância no assunto, mas até certo ponto é, sim, possível, ir contra o que a roleta da Natureza nos predestinou. Contudo, vamos concordar, somos seres humanos e os seres humanos vão para a cama com maquiagem um ou outra vez na vida, fumam (em segunda mão, que seja, ou então apanham com poluição), fazem noitadas em algum ponto da vida, apanham escaldões por mero acidente… Tudo isso acumula e dependendo da vida que se leva e como se trata a pele e a saúde, os sinais podem fazer-se sentir mais cedo ou mais tarde.

Os cremes anti-rugas ou de prevenção de rugas (mais ou menos a mesma coisa, mudam concentrações, um ou outro ingrediente) ajudam a pele a livrar-se das células que tem a mais (células mortas) e fazer com que a pele fique mais firme, seja pelo estímulo à produção de substâncias que têm esse efeito, seja por conter exactamente essas substâncias. Posto isto, começar a usar creme anti-rugas “cedo demais” não vai fazer com que as rugas aumentem assim como quem não quer a coisa! Pode é não ser adequado ao estado actual e necessidades actuais da pele e daí resultar que a pele pareça num pior estado ou parecer que o creme não funciona. Há cremes para primeiras linhas de expressão, para rugas profundas, para a pele na menopausa… Se realmente escolherem usar um anti-rugas, procurem aconselhar-se caso-a-caso.

Assim, o final de contas, é que devemos começar a usar produtos anti-rugas quando olharmos ao espelho e acharmos que precisamos deles. Se aos 50, 60, 70 anos acharmos que só há necessidade de hidratante simples e protector solar e não de anti-rugas… Seja! O que importa é gostarmos do que vemos e cuidar da saúde. Além disso, as rugas bonitas, aquelas que ganhamos por sorrir, viver e ser felizes, são medalhas de honra e podemos muito bem encará-las como tal. Pensem nisso!

Cuidados De Pele – Pele Negra

17 Jun

Nem todas as peles são iguais, a pele negra tem características que a pele branca não tem! Não posso, está claro, falar em primeira mão, mas vamos passar os olhos pelos maiores problemas que afectam a pele mais escura.

pele negra afriacana

Regra geral, a pele negra é bastante sensível às agressões externas – até pode não parecer, porque dependendo do tom, a vermelhidão que associamos a uma pele agredida pode até nem ser visível! Mas a verdade é que é apesar da manifestação da sensibilidade poder ser diferente da que estamos habituados a ver em peles mais claras, e é exactamente por isso que tantas e tantas pessoas de pele escura se queixam de pele demasiado oleosa ou pele demasiado seca. O facto de a pele negra ter um pH diferente da caucasiana também não ajuda, porque a verdade é que a maioria dos produtos de beleza e higiene levam em conta o pH da pele branca ou, na melhor das hipóteses, uma média do pH, cujo valor acaba por se assemelhar ao da pele branca. Muitos medicamentos, em particular antibióticos e a pílula, afectam sempre a pele tornando-a mais sensível à luz do sol, e regra geral a pele negra, por causa da genética da pessoa, sofre ainda mais com este facto.  E sim, a pele negra pode queimar ao sol – o facto de ter mais melanina e melanina de um tipo diferente da pele branca protege mais contra o cancro da pele e o envelhecimento ligado aos raios solares, mas não torna impossível a queimadura solar.

A melanina, pigmento que dá cor à pele, não é a mesma para toda a gente. Na pele negra, o pigmento é a eumelanina e é muito reactivo. Por isto mesmo, as pessoas com pele mais escura tendem a sofrer mais com olheiras acinzentadas, melasma, descoloração, manchas durante e após a cicatrização de feridas… O importante é saber lidar com estes problemas. Para as manchas, que afectam em especial quem sofre de acne, é preciso evitar os produtos com hidroquinona que geralmente são recomendados para clarear manchas – primeiro porque a pele negra fica muito irritada com este ingrediente e depois porque os resultados podem ser algo imprevisíveis.

Falando em acne, é outro problema que afecta muito a pele negra. Porque é uma pele sensível e porque já sabemos que a maioria dos produtos de venda livre podem não ser apropriados, vale apostar em prevenir. Limpeza com produtos suaves e esfoliação regular garantem que, quando houver borbulhas, estas não serão tão graves por assim dizer e haverá menos probabilidade de deixarem marca e cicatriz.

E, já agora, para acabar o artigo, quero referir que já dei 5 dicas de maquiagem para pele escura. Aqui está, se interessar!

Bobbi Brown – Makeup Manual (Livro)

16 Jun
Bobbi Brown - Makeup Manual

Bobbi Brown – Makeup Manual

Talvez não saibam, é natural, mas os livros são uma das minhas maiores paixões. A maquiagem vem em primeiro lugar, claro, mas não é nada  difícil imaginar que juntando maquiagem e livros, faz-se boa parte do meu paraíso. Infelizmente, livros de maquiagem são bastante caros: não só porque os livros em Portugal são caros em geral, mas também porque os livros de maquiagem têm muita cor e fotografia o que encarece sempre o produto final. Assim, resolvi de vez em quando, dar-vos uma palavra sobre livros de maquiagem porque é muito triste comprar um livro tão caro para no fim acabarmos desiludidos – pelo menos eu penso assim!

Não me vou alongar muito, se quisessem ler meio quilómetro de texto pegariam num livro (que gracinha adequada…) mas vou tentar não deixar nada de fora. A autora é uma das super-celebridades no mundo da maquiagem, Bobbi Brown. O premissa do livro, o objectivo, é ser um manual para toda a gente, desde quem não sabe nada até quem já é profissional nesta área. Há sempre algo a aprender, é bem verdade!

Como em tudo na vida em que se queira agradar a Gregos e a  Troianos, nunca se agrada completamente a nenhum dos lados. Há partes do livro em que uma pessoa que se queira só maquiar a si própria não tem interesse nenhum e há partes que se um profissional ainda não souber… bem… algo está muito mal! O livro começa por apresentar-nos a autora, dizer quem é e porque é Bobbi Brown um nome importante. Depois, fala-nos sobre como cuidar da pele, com dicas básicas sobre como reconhecer um tipo de pele até como tratar do mesmo com tipos específicos de produtos e ingredientes e até dicas de alimentação e estilo de vida para uma pele bonita. Entretanto, fala de ferramentas (pincéis, consumíveis, etc.) que há hoje disponíveis no mercado e que podem ser usados. Depois, claro, sobre a base, os tons, as cores, a teoria da cor, as texturas, como proceder com tons de pele ditos exóticos. É o capítulo com mais informação e não admira, já que Bobbi Brown é, entre outras coisas, conhecida pela pele perfeita mas ainda assim natural. De seguida, fala-se de olhos, com tutoriais com fotos passo-a-passo e bastante informação sobre cores e formatos de olhos e como trabalhar com isso. Depois vêm os tutoriais mais específicos, para jovens, para noivas, para isto, para aquilo… Em seguida dicas para profissionais desde conduta e etiqueta profissional até o que ter no kit e como construir o Portfolio. Para finalizar, História da Maquiagem, nomes importantes e directório de lojas das especialidade.

O Makeup Manual não é perfeito. As fotos e alguns looks deixam um bocadinho a desejar, como se tivessem sido feitos à pressão. Alguns dos tutoriais têm fotos fora de ordem de acordo com as descrições mas é possível que isso tenha sido corrigido numa edição mais recente do que aquela que eu tenho. A Bobbi Brown tem as teorias dela, a visão estética própria (que eu “adoro odiar”, confesso, mas que acabo sempre por não deixar de parte) e há coisas que se dizem no livro com as quais eu e tantos outros autores discordam. Onde eu quero chegar com isto é que um livro não é uma lei, são guias, são maneiras de certas pessoas fazerem certas coisas. Como eu já disse, parte do livro é dedicado a como construir uma carreira como maquiador e isto não tem interesse nenhum para o comum das pessoas a não ser por curiosidade de como as coisas se passam… na América! Por outro lado, também não é exaustivo o suficiente para um maquiador profissional fazer, sequer, um “refresh”. Posto isto, não me acanho nada de recomendar este livro a quem me pedir indicações sobre um bom livro de maquiagem e ele está, em toda a sua orgulhosa glória, na minha estante. Consulto-o com bastante frequência, diria.

O livro é grande, pesado, cheio de informação e não está traduzido em Português. Encontram-no na Amazon, na Wook, nos balcões Bobbi Brown e em outras livrarias, é relativamente fácil de encontrar para quem o quiser. Apesar de tudo, é um bom livro para se começar uma colecção, para se ter uma ideia de como tudo funciona, um panorama geral de tudo o que a maquiagem envolve: desde cuidar-mos da nossa própria pele e maquiarmo-nos até à História da maquiagem e dicas para quem é ou pretende tornar a paixão da maquiagem numa profissão.

Eu queria mostrar-vos fotos do interior, mas por motivos de direitos de autor isso não me é permitido. Encontram estas fotos por essa Internet fora, até mesmo na Amazon, pesquisando pelo livro. Vale uma olhadela, mesmo que não tenham interesse em comprar. Falando nisso… Há algum livro de maquiagem que me recomendem? Têm algum? Gostavam de ter? Comentem e digam-me, estou curiosa!

Inspiração

15 Jun

Maquiagem bronze metálico

Ultimamente tenho-me interessado muito por maquiagem em pele que, para nós Europeus, é considerada exótica – a pele Negra, a do Médio Oriente, a Asiática, entre outras. A cor da pele tem, regra geral, tons diferentes dos que costumamos ver mas não é só isso: a fisionomia do rosto é diferente, a cultura e os gostos predominantes em cada cultura são diferentes, os produtos usados em cada mercado são diferentes e alguns com histórias bem interessantes…!

Esta foto chamou-me a atenção pela maneira diferente de usar tons de bronze. Acho que estamos tão habituados a ver toneladas de bronzer e sombra bronze usados para imitar o look de quem esteve ao sol que por vezes nos esquecemos de “pensar fora da caixa”. Nem é a questão de usar cor de uma maneira diferente, o bronze geralmente até é considerado um tom neutro. É mesmo a questão de inovar, inventar, criar, usar e ousar.

Para quem esteja hipnotizado pelos lábios da modelo, eu acho que o produto principal usado se trata de (toneladas) um gloss feito “por medida”, com um pigmento metalizado bastante comum na maquiagem mineral por exemplo. Bastante edição de fotografia também, claro, obviamente.

The Red Lippy Project – Prevenção Do HPV

14 Jun

Beleza, pele esfoliada e sem rugas, maquiagem, aquele batom Tom Ford, aquela mala Birkin… Não querem dizer absolutamente nada de nada se não estivermos de boa saúde. Exactamente por isso é que já falei aqui do virus da Sida (Aids) e do Cancro da Mama além de, claro,  várias doenças de pele. Hoje falo-vos do HPV, um vírus que em última instância pode causar cancro cervical.

The Red-Lippy Project

The Red-Lippy Project

O HPV é um vírus sexualmente transmissível e há várias estirpes (“espécies”, por assim dizer) deste vírus – mais de 100. Nem sempre causa cancro cervical, pode também causar cancro de outras partes genitais ou manifestar-se simplesmente com o aparecimento de verrugas, por exemplo. Não afecta só mulheres, longe disso, mas afecta mulheres muito mais frequentemente.

O vírus faz com que as células (mais comummente do cérvix) cresçam e se desenvolvam de maneira exagerada e descontrolada – isto é que é o cancro. O vírus fica no corpo muito tempo, ou seja, os sintomas pode não ser detectados ou detectáveis pouco após a infecção! Até 80% de nós será exposto ao HPV em alguma altura das nossas vidas e infelizmente o uso do preservativo não previne completamente o contacto com o vírus. Existem vacinas, a detecção precoce salva vidas (daí a importância de ir ao ginecologista pelo menos uma vez ao ano), a atenção e o cuidado com o nosso corpo vale-nos anos de vida feliz e saudável.

A vacina é mais eficaz em meninas que ainda não iniciaram a sua vida sexual, mas é eficaz também em mulheres que já são sexualmente activas – ainda assim, tomar a vacina não garante absolutamente que não se possa contrair esta doença, “apenas” diminui drasticamente a possibilidade de tal acontecer. É exactamente por isso que é preciso estarmos informados! Falem com o vosso médico, tirem as vossas dúvidas com profissionais de saúde (médicos, farmacêuticos, enfermeiros) em vez de confiarem cegamente no Google e nos seus boatos; por tudo quanto é mais sagrado, falem com as vossas pré-adolescentes! Já ouvi mães que não querem que as filhas de 10 ou 12 tomem a vacina por vergonha ou preocupação em falar de uma doença sexualmente transmissível às suas meninas achando que estão a abrir as portas à actividade sexual numa tenra idade – apesar de eu pessoalmente não concordar com o tabu, sugiro apenas que falem com o médico delas e que se decidirem que a vacina é o ideal e ainda assim não quiserem dizer às vossas filhas exactamente o que é e explicar tudo, digam apenas que é uma vacina para elas serem mais saudáveis quando forem crescidas. Só não deixem é de zelar pela saúde das nossas crianças (que serão adultas mais cedo do que imaginamos) por vergonha de falar!

Passado o pequeno desabafo, quero falar-vos do The Red Lippy Project - o projecto do batom vermelho. É um projecto que surgiu no Reino Unido e visa informar e prevenir.  Chegar a uma estranha e desatar a falar do HPV não é lá muito fácil, mas e que tal esta ideia de usar batom vermelho como maneira de divulgar o assunto sério que é o HPV. Assim, cada vez que alguém comente o nosso batom bonito, podemos dizer que o estamos a usar com um propósito! A semana oficial para este projecto é de 9 a 15 de Junho, portanto, acaba amanhã, mas todos os dias são dias para informarmos e ajudar-mos a salvar uma vida – a nossa, a da nossa filha, a da nossa melhor amiga, a de uma perfeita estranha. Ainda que não tenham ou não queiram usar batom vermelho, contribuam para esta causa falando e espalhando a palavra!

Maquiagem – Honey Bronze The Body Shop (Review)

13 Jun

Semana passada falei em maquiagem para o corpo, para disfarçar as pernas e braços branquinhos antes de começar a usar roupa mais reveladora e acabei por ir na minha própria conversa e experimentar produtos do género. A minha escolha acabou por recair no Honey Bronze da The Body Shop.

Honey Bronze The Body Shop

Honey Bronze The Body Shop

A The Body Shop lançou este produto sazonal já no Verão passado e apesar deste ano a marca ter lançado uma alternativa de uma cor mais clara, escolhi este da cor original por assim dizer. Este é um óleo seco que deixa uma cor levemente bronzeada e muito brilhante, cheia de micro-glitter dourado e com um aroma a gardénia (óleo de Monoï).

Perguntam vocês e com toda a razão: “Micky, o que é óleo seco? Isso não faz grande sentido!” Pois é, sentido, sentido, não faz, mas um óleo seco é simplesmente uma mistura de óleo (grande novidade!) com um silicone, regra geral o ciclometicone. Isto faz com que o óleo retenha a sua textura até ser massajado na pele, altura em que fica com uma textura e aspecto semi-mate e nada, nada oleoso. Acreditem, é uma sensação agradabilíssima. A The Body Shop tem também óleos secos com outros aromas e sem cor (e que por sinal tem entre 10 de Junho e 20 Junho alguns aromas a 6€) e eu estou aqui a fugir da tentação.

Honey Bronze de The Body Shop

Honey Bronze de The Body Shop

Na imagem acima podem ver uma gota deste óleo e depois uma outra gota que está (mal) espalhada. Sim, porque se o produto tivesse sido mais trabalhado na pele só se veria o brilho. Acho que quem já me conhece e sabe que o aroma de gardénia é um dos meus aromas preferidos de todo o sempre, conhece o meu vício de glitter e sabe que eu gosto de óleos para corpo não precisa que eu diga o meu veredicto, mas para que ainda não adivinhou… Adoro! O preço é um bocadinho salgado apesar de perfeitamente compreensível (ronda os 22€), mas tudo o resto é doce, doce. É um produto que tenho vontade de usar todos os dias, o que é pouco comum em mim quando se trata de produtos de corpo.

A aplicação é fácil, a boca do frasco (de vidro) é estreita para que não se dispense produto em excesso. Aplica-se como qualquer creme de corpo, mas deve-se ter especial atenção em não deixar óleo por espalhar por conta da cor que tem. Eu pessoalmente acho que qualquer produto de corpo com cor assenta melhor numa pele esfoliada e hidratada – ou seja, se não se aplicar este produto sempre, convém ao menos manter sempre a pele hidratada com outros produtos. Uma boa dica, que aliás uso também com quase todos os cremes de corpo, é não secar totalmente a pele depois do banho e aplicar o produto. Certo, dilui, mas ele “escorrega” tão melhor!!!

O aroma é um bocadinho forte a principio e vai desaparecendo, duas ou três horas depois já está bastante suave. Para mim, dispensa o uso de perfume mas vai de quanto perfume cada um gosta de usar! A cor não transfere, mas o brilho transfere um pouquinho, de modo que é preciso ter isso em atenção.

E se a The Body Shop lançasse um bronzer líquido para o rosto? Era ver-me a correr para a loja (quer dizer… “A lady never runs”).

[Edit: Fui informada aqui na parte dos comentários que efectivamente a The Body Shop já tem o tal bronzer líquido para o rosto. Deixem-me ver se sou capaz de correr de saltos altos...!!!]

Novidades – Le Blush Crème De Chanel

12 Jun

Histeria! Foi a reacção (e não só minha) quando em plena Primavera a Casa Chanel anunciou o seu produto-estrela para o próximo Outono na sua colecção de maquiagem.

Le Blush Crème De Chanel

Le Blush Crème De Chanel

Trata-se de um blush em creme de longa duração. O intenção deste tipo de maquiagem é imitar a pele, como se o rosado das faces fosse natural e viesse de dentro. Cremoso, leve, a textura combina com a pele e é facílimo de espalhar. Este blush em creme é apropriado para todos os tipos de pele, não é oleoso e quando seca, seca com um acabamento natural: nem mate, nem brilhante.

Há seis tons, entre o pêssego e o bronze, com tudo quanto é rosa no entretanto. Eu sei que a imagem acima não tem todos, mas as imagens oficiais estão difíceis!!! Assim que tiver acesso, tratarei de fazer a actualização aqui – fiquei foi tão animada com a novidade que não consegui calar-me caladinha e não partilhar convosco. Vão estar disponíveis em lojas a partir de meados de Agosto, no entanto acho que não vão chegar a Portugal tão cedo assim!

Ai, se a minha carteira não tivesse fundo!

Cuidados De Pele – 3 Dos Cremes Mais Caros

11 Jun

Antes de mais, quero deixar aqui claro que não estou a recomendar a ninguém que compre um creme de valor exorbitante só por comprar um creme de valor exorbitante! Nem sequer quero insinuar que estes serão melhores que os outros. Com este artigo quero apenas satisfazer um bichinho de curiosidade… Além disso, saber não ocupa lugar (nem drena a conta bancária)!!!

Angle and Weightman Face Cream

Angle and Weightman Face Cream

10.000$, qualquer coisa como 7.540€ por embalagem. É quanto custa este creme da Angle and Weightman simplesmente chamado “Face Cream” (creme de rosto). Este luxo é à base de células estaminais que promete re-hidratar e renovar a pele por completo, acabando com a sensibilidade em excesso. É um tratamento para um mês e é bom que resulte, já que custa sensivelmente o dobro de um tratamento de botox, por exemplo. Este creme é constituído por duas partes porque, para que se mantenha o mais fresco e eficaz possível, só ao comprar é que se deve fazer a mistura das duas partes. Diz-se que Jennifer Aniston usa este creme e a verdade é que ela tem 44 anos e muito sinceramente não parece.

The Essence Skin Serum da La Mer

The Essence Skin Serum da La Mer

Quando vos sobrarem uns trocados, digo, 2700€, e tiverem um convite (sim, convite) para poder adquirir este elixir da La Mer, talvez queiram pelo menos ir espreitar! Vem assim numa caixa toda especial, magnetizada e com tampas de prata. É a versão mais potente do “caldo miraculoso” assim chamado pela La Mer.  Tem um conta-gotas para uma dose o mais perfeita possível, o tratamento super-intensivo de 3 semanas deve depois ser mantido com outros produtos La Mer (aposto que não estavam à espera desta recomendação, pois não?). Já agora… se forem convidados perguntem se também me podem levar, sim? Porto-me bem, juro!

Cellular Cream Platinum Rare da La Prairie

Cellular Cream Platinum Rare da La Prairie

Mais em conta, pelo menos em comparação. Trata-se do Cellular Cream Platinum Rare da La Prairie que tem a simpática etiqueta a marcar $1000, 750€ mais ou menos. A marca é excelente, se o meu orçamento permitisse eu não me limitaria a acarinhar as amostras, acreditem. Mas voltando ao assunto, este creme promete ajustar o equilíbrio eléctrico da pele, permitindo que ela absorva melhor e em maior quantidade os outros nutriente e tratamentos. A RoC tem um creme que promete o mesmo com um preço muito mais modesto, mas digo-vos que apesar de resultar visivelmente está longe, longe de ser um campeão de mercado – isto faz-me pensar que será porque os resultados a longo prazo deste teoria levada à prática deixam a desejar… Acho que vou ficar pela adivinhação.

Há mais, muitos mais produtos com preços exorbitantes mas estes foram os que mais me chamaram a atenção por agora. Como eu disse, não custa nada conhecer o que há por aí e lá por tomar conhecimento, não quer dizer que vamos comprar tudo o que nos aparece à frente, nem tampouco ter vontade de o fazer!

Perguntas & Respostas #23: Preenchimento Assustador

10 Jun

A Carla perguntou via e-mail:

Olá Micky! Ultimamente tenho notado a minha pele a envelhecer e nada do que eu faça parece ajudar. Juntamente com o meu médico dermatologista decidimos que o melhor para mim era o preenchimento das ditas cujas rugas. Contudo, uma prima minha fez um preenchimento há uns dias e ficou aos papos, cheia de “bolinhas”! Agora que já tenho o meu procedimento agendado, estou com imenso medo. Será que foi reacção do próprio organismo dela? O médico enganou-se em alguma coisa? Ou é mesmo assim? Obrigada pela tua ajuda de sempre nos teus posts.

Perguntas & Respostas

Olá Carla! Parece-me que a ansiedade aqui é normalíssima, qualquer pessoa no seu lugar pensaria duas vezes na situação. Porém, há causas e explicações para tudo. Antes do mais, para quem ainda não sabe, fica a referência a um artigo sobre a diferença entre o famoso botox e o preenchimento.

A primeira causa (e a pior) para que estes altinhos apareçam é a má escolha do produto a ser injectado. Há vários tipos de preenchimento, uns para rugas mais profundas e outros para rugas superficiais. Com uma má escolha, especialmente quando se escolhe um produto para rugas mais profundas para preencher rugas que afinal nem eram tão profundas assim, surgem as tais “bolinhas”. Quanto a isto não há assim muito a fazer, é mesmo imperativo que se converse com o médico e até se peçam opiniões a quem já foi intervencionado pelo mesmo.

A segunda causa (e mais frequente) tem a ver com a profundidade da injecção e com a quantidade de produto usado. Quando o preenchimento é injectado de uma maneira muito superficial vai sentir-se no relevo da pele e quando é injectado de forma não uniforme (mais num ponto do que no outro) vai acontecer o mesmo. Tempo e massagens resolvem estes casos e se nada for feito, 2 a 3 meses depois da aplicação já não se vêm estas irregularidades. Por vezes, até 24 horas depois da injecção é normal sentir-se algum relevo anormal onde a injecção em si foi dada, mas isto deve-se só e apenas à agulha.

Para evitar estes efeitos desagradáveis é sempre necessário escolher alguém com experiência, mas ainda assim estima-se que até 5% das pessoas tenham estes efeitos secundários inestéticos. Se ainda estás nervosa, o que é absolutamente compreensível, fala com o teu médico e conta-lhe o que se passou. Tenho a certeza que um bom médico vai ser capaz de te deixar muito mais à vontade.

Espero que te tenha acalmado um bocadinho. Não te esqueças de depois contar como correu!

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